sábado, 16 de julho de 2011

Enquanto dormias

A linha desta poesia vem do silêncio
que eu ouvia na noite arrastando o dia,
que aos poucos aamanhecia.

E se não fosse arrastado,
é certo que o dia não vinha,
pois o dia não queria
ficar só sem companhia.

A noite era mão do dia
e pelas mãos o trazia,
mas em seguida sumis, deixando-o
ser só e todo durante o dia...

Eu também fiquei só,
fiquei a ser só e todo
por muitas noitas e dias.
Mas o teu cheiro se deitou
à flor da minha pele fria,
e o teu calor ainda me aquece
em longas noites vazias.

As minhas palavras falam
por que minha fala silencia.
Hoje a saudade me arde,
mas com o tempo tudo esfria.
E quando essa tristeza tropeçar
há de se levantar alguma alegria.

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